Perto do apito final da vitória da Espanha sobre a Áustria por 3 a 0, Unai Simón entrou para a história da Copa do Mundo FIFA. Ele superou Walter Zenga ao atingir a marca de 519 minutos sem levar gol no torneio. O último gol sofrido pelo goleiro espanhol aconteceu no dia 1º de dezembro de 2022, por meio de Ao Tanaka, do Japão.
Desde então, o goleiro basco iniciu uma sequência histórica. A contagem iniciou aos 39 minutos desse jogo contra o Japão, pela fase de grupos, e teve sequência com os 120 minutos diante de Marrocos nas oitavas de final e as quatro partidas disputadas até agora na Copa de 2026. Antes do triunfo sobre a Áustria, a Espanha empatou sem gols com Cabo Verde e venceu Arábia Saudita por 4 a 0 e Uruguai por 1 a 0. Com isso, deixou para trás uma marca que já durava 36 anos, conquistada por Zenga na Copa da Itália 1990.
Apesar disso, o próprio goleiro não lhe dava tantos méritos diante do grande feito que alcançou. “São apenas números, sinceramente. Eu nem tive tanto mérito. Se você observar as três partidas da fase de grupos e o jogo de hoje, sofremos uns sete ou oito chutes a gol. E nem foram finalizações tão claras.”
Com isso, Simón compartilhou o trabalho realizado para alcançar esse sucesso. “Evidentemente, esse reconhecimento é dado ao goleiro e à defesa porque os números explicam isso, mas é preciso valorizar o nível de pressão que esse time impõe”, explicou.
“Desde Oyarzabal até mim. Todo o grupo dos 11 jogadores, mais o grupo que está esperando oportunidade no banco de reservas, estamos fazendo um trabalho muito importante na defesa. Essa é a chave. Sabemos que, na Copa da África do Sul, a gente foi campeão com essa base. Na defesa, é preciso ser muito sólido, e acreditamos que podemos seguir nesse caminho.”



