A RD do Congo se acostumou a viver situações-limite e terá mais um nos 16-avos de final da Copa do Mundo da FIFA 2026™: enfrentará a Inglaterra, na quarta-feira, 1º de julho, no Estádio de Atlanta, às 12h locais, depois de virar sobre o Uzbequistão no duelo final do Grupo K, na noite deste sábado (27). A equipe africana venceu a partida por 3 a 1.
Com isso, os africanos conquistaram um prêmio duplo: a primeira vitória de sua história na Copa do Mundo da FIFA™ e uma vaga na fase eliminatória, confirmada por Fiston Mayele aos 33 minutos do segundo tempo e celebrada por Yoane Wissa nos acréscimos.
A alegria dos africanos era evidente, e isso ficou claro nas declarações à FIFA após a partida. “É fantástico, porque o jogo foi a cara do nosso time: cheio de sacrifício. Continuamos acreditando nas nossas qualidades. Mostramos muita iniciativa no ataque e, sinceramente, estou muito feliz pelos jogadores. Eles trabalham neste projeto há quatro anos. Tenho muito, muito orgulho deles”, resumiu o técnico Sébastien Desabre, com um enorme sorriso.
“É a cara do nosso time: cheio de sacrifício.” Foi assim que Desabre definiu a classificação — e não por acaso. A vaga na Copa do Mundo veio apenas na prorrogação do Torneio Classificatório, graças a um gol de Axel Tuanzebe aos 100 minutos contra a Jamaica. Pouco menos de três meses depois, a história voltou a se repetir: a RD do Congo só conseguiu virar o jogo contra o Uzbequistão aos 33 minutos do segundo tempo, quando Fiston Mayele apareceu para empurrar uma bola solta para as redes. Foi o início da festa no Estádio de Atlanta e também em Kinshasa, uma cidade que já se acostumou a comemorar as classificações dramáticas dos Leopardos.
“Sofremos muito. Sabíamos que o primeiro tempo não tinha saído como planejávamos. Mas o time manteve a calma porque tinha certeza de que, na segunda etapa, conseguiríamos mostrar todo o nosso potencial. Estudamos os vídeos, identificamos os pontos fracos do Uzbequistão e focamos neles depois do intervalo”, contou o capitão Chancel Mbemba à FIFA. O zagueiro, que é o jogador com mais partidas pela seleção da RD do Congo, prolongou sua trajetória nesta Copa do Mundo com mais uma atuação marcante.
Wissa y Mayele, gols históricos
Yoane Wissa vinha de uma temporada em que marcou três gols em 28 jogos pelo Newcastle United, mas, na Copa do Mundo da FIFA 2026™, já soma o mesmo número de gols em apenas três partidas. “A responsabilidade sobre os nossos ombros era difícil de suportar. Mas o mais importante é esta classificação histórica para os 16-avos de final. Vamos saborear este momento, porque foi duro”, explicou o autor do primeiro e do terceiro gols dos africanos após a partida.
Apesar de ter sofrido muito, a RD do Congo acabou avançando para o mata-mata como uma das melhores terceiras colocadas, graças aos seus quatro pontos e ao saldo de gols. Fiston Mayele ainda não havia jogado nesta fase final, mas entrou aos seis minutos do segundo tempo e, 27 minutos depois, já comemorava o histórico gol do 2 a 1.
“Estou vivendo um momento maravilhoso, porque é a primeira vez que jogo uma Copa do Mundo. Tive a oportunidade de atuar por alguns minutos. Sempre estive preparado. Eu dizia a mim mesmo que, quando o momento chegasse, teria que fazer a diferença”, disse à FIFA Mayele, que não marcava pela seleção desde 25 de março de 2025.
O desafio da RD do Congo agora é enorme: enfrentar a Inglaterra de Harry Kane e Jude Bellingham. Mas os africanos esperam viver mais um roteiro dramático — e outra alegria conquistada no limite. “Vamos continuar trabalhando, porque sabemos muito bem que, nos 16-avos de final, enfrentaremos uma grande seleção. Agora é hora de descansar bem”, disse o capitão Chancel Mbemba à FIFA.
“Estamos orgulhosos”, resumiu o técnico Sébastien Desabre. “Marcamos quatro gols em três partidas, e isso mostra que somos capazes de balançar as redes no mais alto nível da Copa do Mundo”, concluiu.



