Casa do Carnaval terá entrada gratuita na Flipelô

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A Casa do Carnaval da Bahia, primeiro museu do país dedicado à memória da festa, terá entrada gratuita durante a 3ª Flipelô – Festa Literária Internacional do Pelourinho. No período de 8 a 11 de agosto, das 11h às 18h, visitantes poderão desfrutar do espaço que reúne itens da festa baiana e conta a história da folia, sem a cobrança do ingresso – que custa, nos demais dias, R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). O grande diferencial da casa é a interatividade, entregue aos visitantes por meio de recursos multimídia. O objetivo é fazer uma viagem visual e sensorial, relembrando transformações sociais e de formação da identidade baiana.

São quatro pavimentos cheios de histórias da folia, sob coordenação da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). Há ainda uma biblioteca com volumes que tratam do Carnaval, Salvador, de suas artes e tradições, além de 200 bonecos feitos de cerâmica que representam figuras típicas carnavalescas. Também há maquetes, roupas e instrumentos emprestados por artistas que fizeram a história da festa, fotos e documentos históricos e dois cinemas onde os visitantes podem aprender ritmos caracterizados e com a ajuda de monitores.

Além disso, eles podem conferir filmes que retratam a história do carnaval, estética dos carros de trio e dos fundadores do trio elétrico, como: Orlando Tapajós, Irmãos Macêdo, Paulo Miguez e Milton Moura. Além das obras de Riachão e Moraes Moreira, que exalta o artista como o primeiro cantor a subir em um trio elétrico, no momento de transição entre os antigos e o atual carnaval.

Investimento – Localizada no Centro Histórico da cidade, ao lado da Catedral Basílica, a Casa do Carnaval foi construída com um aporte de cerca de R$ 6 milhões da Prefeitura, e inaugurada em fevereiro 2018. Desde a inauguração, mais de 20 mil pessoas já passaram pelo museu. Só este ano, a Casa recebeu cerca de 7 mil visitantes.

A curadoria do projeto é do artista, designer e cenógrafo Gringo Cardia, junto com o professor doutor em Cultura Contemporânea e vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Miguez, um dos maiores especialistas nos estudos sobre festa, e de um amplo grupo de artistas e pesquisadores, como Jonga Cunha e Bete Capinan, que também contribuíram para a criação do espaço. A seleção é feita de acordo com critérios técnicos do programa, como locais com maior número de casas sem alvenaria ou revestimento; residências que possuem moradores abaixo da linha de pobreza (renda per capita inferior a R$ 85/mês); e que tenham predominância de mulheres chefes de família. Desde 2015, quando o Morar Melhor passou a ser executado em Salvador, cerca de 25 mil casas já foram recuperadas, em 110 localidades atendidas, a exemplos de Calabetão, Dom Avelar, Alto das Pombas, Calabar, Cosme de Farias, Luís Anselmo, Vila Canária, Pau da Lima, entre outras.

Em 2017, o Morar Melhor foi premiado com o Selo de Mérito Especial no Fórum Nacional de Habitação e Interesse Social. O selo, promovido pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos e pelo Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano, é conferido a projetos que apresentam resultados de boas práticas em habitação.

Crédito: Jefferson Peixoto/Secom