Símbolo de Salvador, Relógio de São Pedro completa 104 anos

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104 Anos do Relógio de São Pedro_Foto_Jefferson Peixoto_Secom_Pms

Desde 1916, soteropolitanos e turistas que transitam pela centenária Avenida Sete de Setembro podem apreciar a beleza do Relógio de São Pedro. A peça resguarda estética singular e serve aos transeuntes como referência de horário além de ser elemento simbólico da cidade. No dia 15 de novembro, o relógio completou 104 anos da sua inauguração.

O monumento, marco histórico na paisagem da Praça Barão do Rio Branco, onde está localizado, foi confeccionado na França. O relógio foi feito por Henri Le Paute e a base pelo arquiteto Pasquale de Chirico. A técnica usada na peça foi a fundição e a pedra lavrada. Uma curiosidade sobre a peça é que, para estar sempre em funcionamento, o relógio exige uma carga a cada quinze dias. O procedimento ocorre similar ao ato de “dar corda” praticado em relógios de bolso antigos.

A Prefeitura mantém zelo constante com a peça. Este ano, por exemplo, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) promoveu o restauro do monumento. Foi investido o montante de R$ 18.150,36 no processo. Entre as ações de restauro houve a contratação do relojoeiro Wilson Ribeiro, que herdou o conhecimento técnico do antigo responsável e vem garantindo o bom funcionamento da máquina.

De acordo com a diretora de Patrimônio e Humanidades da FGM, Milena Tavares, a FGM vem promovendo ações em sítios históricos, provendo o restauro em monumentos públicos quando há necessidade. Apesar da sua importância para a capital, o monumento já sofreu com a ação de vândalos. No ano anterior um dos mostruários foi quebrado no período do Carnaval, possivelmente pelo arremesso de algum objeto pesado.

Segundo Tavares alguns aspectos da preservação do monumento têm causado inquietação. “Vem sendo observado inscrições na sua base e atualmente vem nos preocupando a ação de ambulantes que além de se posicionar junto ao relógio, prejudicando sua visão em perspectiva, chegam a utilizar o espaço interno do gradil de proteção para acondicionar produtos”, finalizou.

Crédito: Jefferson Peixoto/Secom