BAHIA EM REVISTA

Memorial Maria Odília é alternativa cultural para soteropolitanos e turistas

Com uma exposição permanente e interativa, a Escola de Saúde Pública de Salvador (ESPS), no Comércio, conta a história da primeira mulher negra diplomada na Faculdade de Medicina da Bahia, onde também foi lecionada. Através de um acervo audiovisual, o Memorial Maria Odília situado dentro do espaço percorre os caminhos pessoais e sociais que levaram a médica Maria Odília Teixeira (1884-1970) para alcançar seu lugar de destaque na história e na cultura afro-brasileira da Bahia, inspirando outros tantos casos que se seguiram ao seu exemplo desde então.

A exposição permanente conta a história de Maria Odília Teixeira (1884-1970), natural de São Félix do Paraguaçu, filha de médico que se tornou a primeira mulher negra diplomada em medicina no país. O espaço tem curadoria de Mariana Jaspe e conta com consultoria e apoio da historiadora Mayara Santos.

Desde o dia 15 de dezembro de 2023 – que faz referência à data de formação de Maria Odília – quando ocorreu a entrega do equipamento, cerca de 700 pessoas já visitaram o espaço, por meio de grupos de estudantes. O agendamento desses grupos deve ser feito através do e-mail [email protected] , detalhando instituição, dados, horário e número de pessoas.

O gerente executivo da ESPS, Christian Tirelli, ressalta a importância histórica e cultural do espaço. “O Memorial é uma homenagem à trajetória de Maria Odília Teixeira, primeira médica negra do Brasil, que se superou em vários sentidos, sendo precursora de vários aspectos, como sua formação, o fato de ter sido a primeira professora negra universitária na área de medicina, primeira-dama de todos município de Ilhéus, apresentando uma série de preconceitos. Odília”.

Quem entra no memorial se depara com uma exposição que parte de uma escultura em forma de árvore, cujas raízes saem do piso térreo traz uma ideia de que a própria Maria Odília é uma semente para as próximas gerações, a partir de diversos momentos dela como filha, estudante, mãe, esposa. Conta uma história rica e inspirada, refletida e cerca de uma hora de imagens e artes dedicadas à homenageada, o que se conecta com a representatividade negra da cidade.

“Essa é mais uma atividade da Prefeitura para a conscientização racial e luta contra o racismo, como uma ferramenta pedagógica intensa, o que torna Salvador uma cidade pioneira, pois isso, além de se conectar com o perfil majoritário da população, também se conectar com o perfil dos servidores, a partir de acordo preventivo, educação antirracista, fornece treinamento, treinamento e capacitação”, completa Tirelli. O memorial funciona a partir de visitas públicas guiadas e gratuitas, de terça a sexta-feira, das 10h às 17h.

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