O Ministério das Relações Exteriores reforçou que mantém, desde outubro de 2023, o alerta consular que desaconselha toda viagem não essencial de brasileiros a Israel. A embaixada brasileira em Tel Aviv emitiu a orientação no início de outubro de 2023. Na ocasião, a embaixada também recomendou que quem se encontrasse em Israel deixasse o país.
O alerta e a recomendação foram divulgados poucos dias após o grupo militar Hamas atacar Israel, matando e sequestrando civis, inclusive de outras nacionalidades. Desde então, a reação militar encabeçada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu arrasou a Faixa de Gaza, antes controlada pelo Hamas, ceifando milhares de vidas, incluindo as de civis e crianças.
Em poucas semanas, pelo menos 1.413 cidadãos brasileiros e familiares de outras nacionalidades saíram de Israel com o apoio do governo federal. Há poucos dias, dois grupos de gestores públicos municipais e estaduais desembarcaram em Israel com a justificativa de participar de uma feira de tecnologia e segurança, a convite do governo israelense.
Segundo o Itamaraty, o grupo viajou “a despeito” da orientação consular dada pela Embaixada do Brasil em Tel Aviv. Com o conflito, as operações no Aeroporto Internacional de Tel Aviv foram suspensas e as autoridades brasileiras ficaram retidas em Israel.
“Com o início dos ataques de Israel ao Irã e o consequente fechamento do espaço aéreo israelense, os dois grupos de autoridades [brasileiras] convidadas [pelo governo de Israel] aguardam informações e providências com relação a seu retorno ao Brasil”, informou o Itamaraty em uma nota divulgada hoje pouco após a confirmação de que um primeiro grupo de gestores municipais brasileiros conseguiu cruzar a fronteira e chegar à Jordânia de ônibus e em segurança.


