BAHIA EM REVISTA

Boca de Brasa proporciona visibilidade a novos artistas de Salvador

Importante ferramenta de incentivo cultural, de iniciação à arte ou para dar aquele empurrãozinho que falta à carreira de artistas da periferia da capital baiana, o programa Boca de Brasa, da Fundação Gregório de Mattos (FGM) garante visibilidade a novos criadores nas áreas da música, literatura e atuação. Esse é o caso da cantora Andrezza, de 28 anos, fruto do Acelera Boca de Brasa, que trabalha a própria carreira a partir de influências diversas, que vão desde o rock à música pop baiana contemporânea, fazendo transparecer no trabalho todo o caldo cultural dos lugares de onde garimpou régua e compasso.

“Minha trajetória teve início na infância, construindo uma carreira na base da tentativa e erro. No programa Boca de Brasa pude olhar com certo distanciamento para o meu trabalho, e entender quais rumos eu deveria tomar a partir de então. Foi um grande divisor de águas, com encontros com outros artistas, processos criativos, tudo isso me ajudou a recalcular minha rota, e é algo que carrego com muito carinho, uma experiência que guardo no coração”, destaca a artista.

Natural de São Paulo, Andrezza tem na Bahia um verdadeiro porto seguro. Com dois álbuns independentes gravados, ambos na cidade de Juazeiro (BA), ela canta, toca e compõe e se prepara para lançar um novo trabalho, com base no repertório da atual turnê, chamada Trauma Show, que nasceu no Acelera Boca de Brasa.

“Nasci em São Paulo, mas meu umbigo foi ‘enterrado’ em Uauá, distante 420 km de Salvador. Estrategicamente eu falo que sou de Uauá, pois sei o quanto é importante que esta cidade seja vista e reconhecida. Minha família materna é de lá. E é a partir de lá que me reconheço. Porém, tudo que construí artisticamente aconteceu em Juazeiro. Cada cidade tem uma função importante no meu coração”, relata.

O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, lembra que a iniciativa é muito mais do que um projeto cultural. “Este é um movimento que fortalece a potência criativa das periferias. Os espaços culturais Boca de Brasa funcionam como pontos de encontro, troca e formação, promovendo acesso, visibilidade e oportunidade para artistas, grupos e coletivos que muitas vezes estão à margem do circuito tradicional. É uma engrenagem importante da economia criativa, que movimenta renda, valoriza identidades e transforma realidades a partir da arte”, revela.

Informações – Os interessados no Boca de Brasa podem acessar mais informações no site da FGM (https://fgm.salvador.ba.gov.br) ou na página do programa no Instagram (@bocadebrasa.fgm).

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