A Prefeitura de Salvador e o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) lançaram uma campanha conjunta de conscientização, que visa o combate à poluição sonora na cidade. Quem circula pela capital baiana tem visto outdoors e outras peças publicitárias destacando os efeitos nocivos do som alto para a população. Ele pode causar estresse e dor de cabeça, principalmente em pessoas idosas, bebês, crianças e adultos autistas, além de assustar animais.
Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), até 25 de maio deste ano, já foram registradas 10.688 denúncias de poluição sonora e 360 equipamentos foram apreendidos na cidade. Em 2024, foram cerca de 23 mil denúncias – média de 63 reclamações por dia – e 594 aparelhos recolhidos.
A gerente de fiscalização sonora da Sedur, Márcia Cardim, explica que veículos automotores são os mais denunciados, seguidos de estabelecimentos comerciais e residências. Há casos de poluição sonora em frente a hospitais, o que é proibido por lei, e situações em que os próprios familiares denunciam o desrespeito.
“Não é só incomodo, é uma questão de saúde pública. A poluição sonora é todo ruído que gera desconforto e que interfere na comunicação. O poder público vem fazendo o seu papel fiscalizando e é importante também que o cidadão se conscientize sobre a necessidade de respeitar o espaço do outro, promovendo assim um ambiente mais harmonioso”, explica a gerente de fiscalização.
A campanha é veiculada em outdoor, em cinco mega painéis, e-truck, bike door, painéis de led, circuito digital da Lapa, nas ruas e nos elevadores residenciais e comerciais. A diretora de Publicidade da Prefeitura de Salvador, Lilia Lopes, destacou a importância da ação: “Em parceria com o Ministério Público, a Prefeitura lança essa campanha com o objetivo de mostrar como o barulho afeta a vida das pessoas e como cada um pode contribuir para o bom convívio. Entendemos que a educação é o caminho para transformar comportamentos”.


