Os Estados Unidos percorreram um longo caminho desde os últimos meses de 2017. Em outubro daquele ano, a seleção ficou fora da Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018™ ao perder por 2 a 1 para Trinidad e Tobago na última rodada das Eliminatórias da Concacaf. Foi o ponto mais baixo de uma equipe que havia se classificado para as sete Copas do Mundo anteriores.
No mês seguinte, porém, surgiu um sinal de esperança. Sob o comando interino de Dave Sarachan, um grupo formado majoritariamente por jovens e jogadores inexperientes foi convocado para um amistoso em Portugal. Entre eles estava Weston McKennie, então com 19 anos.
Ele chamou atenção desde o início. A energia e o entusiasmo que levava aos treinamentos eram contagiosos e, fora de campo, sua personalidade extrovertida rapidamente conquistou o grupo. Um dos momentos marcantes foi quando cantou um rap inteiro de Lil’ Wayne no primeiro jantar da equipe.
Dias depois, a dor e a frustração dos torcedores americanos pela ausência na Copa de 2018 foram momentaneamente amenizadas quando McKennie marcou o primeiro gol no empate por 1 a 1 diante de Portugal, que não contou com Cristiano Ronaldo.
Diante de apenas alguns torcedores dos Estados Unidos em Leiria, McKennie saiu comemorando e gritou “Let’s go!” para os companheiros. Mais de oito anos e meio depois, ele continua liderando as comemorações, mas agora em um cenário muito diferente.
Após a vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina nos 16-avos de final da Copa do Mundo da FIFA 2026™, o Estádio da região da Baía de San Francisco lotado cantou em coro o clássico Country Roads, de John Denver, enquanto McKennie regia a torcida com entusiasmo. Com ele no centro de tudo, os Estados Unidos vivem um grande momento.
“Os Estados Unidos são construídos com base na confiança. Esperávamos isso de nós mesmos e não importa o que as pessoas de fora digam, sempre vamos acreditar em nós mesmos e uns nos outros”, afirmou o meio-campista. Mas McKennie é muito mais do que apenas um jogador que levanta o astral do grupo. Na verdade, ele tem sido talvez a peça mais indispensável dos Estados Unidos nesta Copa. O meio-campista de 27 anos, nascido no Texas e jogador da Juventus, é o único atleta a começar como titular as quatro partidas da seleção anfitriã e esteve em campo durante todos os minutos, exceto cinco.



