A requalificação do Teatro Vila Velha, no Campo Grande, entrou na reta final. Com 82% da obra concluída, a previsão é de que as intervenções sejam entregues no início do segundo semestre. Os trabalhadores estão concentrados agora na finalização dos forros acústicos, pintura geral e tratamento de pisos, tanto os de alta resistência quanto o tradicional piso de madeira do palco principal.
O projeto da Prefeitura de Salvador tem como objetivo melhorar a acessibilidade, tornar o teatro mais tecnológico e oferecer mais segurança para os artistas, funcionários e público em geral. O superintendente de Obras Públicas (Sucop), Orlando Castro, contou que o momento é de acabamento e instalações técnicas, preparando o palco para o retorno das grandes produções.
“Estamos avançando para a etapa final de uma obra extremamente importante para a cultura de Salvador. O Teatro Vila Velha é um patrimônio histórico e afetivo da cidade, e essa requalificação vai garantir mais acessibilidade, segurança, modernização e conforto para artistas, trabalhadores e público que frequenta o espaço”, disse.
A requalificação possui investimento de R$ 13,6 milhões. O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, contou que conheceu o Vila Velha quando era adolescente, vendo os espetáculos de João Augusto, e que o teatro despertou a paixão pelas artes. Guerreiro destacou a importância das intervenções.
“A obra está sendo conduzida muito bem e, em breve, a gente vai retomar um teatro importantíssimo para a vida cultural da cidade. O projeto da Fundação Mário Leal Ferreira é muito bom, e a execução está sendo muito positiva, com astral de grande felicidade de toda a equipe do Vila por essa reestruturação e reforma. Esse equipamento vai ser entregue muito mais moderno e muito mais potente”, afirmou.
Intervenções – Do lado externo, a construção de uma nova passarela em estrutura metálica já redefine a integração com o Passeio Público, garantindo acessibilidade universal por meio de um novo elevador e escadarias.
O projeto externo também já conta com uma subestação de energia concluída e novos módulos de depósito para materiais cenográficos. Atualmente, seguem em andamento as instalações de esquadrias e o revestimento em telhas metálicas perfuradas.
Já na parte interna do equipamento, a requalificação abrange a atualização completa dos sistemas de ar-condicionado, acústica e elétrica, além da implantação de protocolos rígidos de combate a incêndio e monitoramento por CFTV (Circuito Fechado de Televisão).



